Friday, May 09, 2008
A apresentação
A apresentação do livro foi no auditório da sede da Alêtheia, em Lisboa. A notícia é da Lusa, mas o “link” é do Diário Digital.
Thursday, May 08, 2008
O livro, a notícia no Parlamento Global e na SIC-N
O livro e a estória da história em video. Aqui, no Parlamento Global, projecto da SIC/RR/Expresso. Depois, foi exibido na SIC-Notícias.
Saturday, May 03, 2008
Os Açores e a independência
Post no blog mautemponojornal.
Antes morrer livres que em paz sujeitos
“Como reagiriam os europeus se os Açores se separassem de Portugal e declarassem a independência?”, pergunta Gerald Ford, presidente dos EUA, a Helmut Schmidt, chanceler da República Federal Alemã. Resposta: “A independência dos Açores não seria justificada aos olhos da Europa ocidental.” Contexto: início do Verão quente, Maio de 1975. O diálogo está reproduzido no capítulo “Açores, Lajes e independência” do livro Portugal Classificado: Documentos Secretos Norte Americanos 1974-1975, da autoria do jornalista Nuno Simas. As centenas de documentos divulgados pela CIA permitem traçar um retrato interessantíssimo sobre o processo “independentista” dos Açores. E desmontar alguns mitos insulares, como o de que os EUA apoiariam os golpistas açorianos na eventualidade do continente enveredar por caminhos totalitários. Ao que parece, havia o receio da administração americana que qualquer conotação com a Frente de Libertação dos Açores (FLA) enfurecesse a esquerda e extrema-esquerda portuguesa, o que poria em risco a manutenção da base das Lajes. Passados trinta anos, a organização “separatista” subsiste apenas no imaginário de meia-dúzia de românticos. Faltou-lhe um ícone para sobreviver, nunca com os objectivos de 1975, mas como ideologia utópica. E faltou, também, a recuperação histórica e literária da aventura (ensaiada por Daniel de Sá, no seu blogue). Este livro poderá ser o primeiro passo para que algum dia se escreva a verdadeira história da FLA.
O "post" de Pedro Barros Costa coloca uma questão interessante. Estariam os EUA mesmo interessados em dar apoio aos independentistas? Acredito que não. Estariam apenas interessados em dar oxigénio. A diferença? Não apoiar directamente, mas acompanhar e conhecer suficientemente a estrutura da FLA para o caso de dela necessitarem. Numa emergência.
É essa posição difusa, penso, que ainda hoje leva muita gente, em Lisboa e nos Açores, a ter olhares tão diferentes sobre este capítulo por escrever da nossa História recente. Ou a ilusão da promessa de apoio…
Em caso de guerra civil, utilizariam os EUA as pistolas e as caçadeiras da FLA e as espingardas do MDLP, de Spínola, e do ELP?… Essa é a grande dúvida, apesar de todos os documentos desclassificados. Mas em 1975, e para a estratégia do sr. Carlucci e de parte do Departamento de Estado, uma coisa parece certa: a FLA eram má companhia!!!
Antes morrer livres que em paz sujeitos
“Como reagiriam os europeus se os Açores se separassem de Portugal e declarassem a independência?”, pergunta Gerald Ford, presidente dos EUA, a Helmut Schmidt, chanceler da República Federal Alemã. Resposta: “A independência dos Açores não seria justificada aos olhos da Europa ocidental.” Contexto: início do Verão quente, Maio de 1975. O diálogo está reproduzido no capítulo “Açores, Lajes e independência” do livro Portugal Classificado: Documentos Secretos Norte Americanos 1974-1975, da autoria do jornalista Nuno Simas. As centenas de documentos divulgados pela CIA permitem traçar um retrato interessantíssimo sobre o processo “independentista” dos Açores. E desmontar alguns mitos insulares, como o de que os EUA apoiariam os golpistas açorianos na eventualidade do continente enveredar por caminhos totalitários. Ao que parece, havia o receio da administração americana que qualquer conotação com a Frente de Libertação dos Açores (FLA) enfurecesse a esquerda e extrema-esquerda portuguesa, o que poria em risco a manutenção da base das Lajes. Passados trinta anos, a organização “separatista” subsiste apenas no imaginário de meia-dúzia de românticos. Faltou-lhe um ícone para sobreviver, nunca com os objectivos de 1975, mas como ideologia utópica. E faltou, também, a recuperação histórica e literária da aventura (ensaiada por Daniel de Sá, no seu blogue). Este livro poderá ser o primeiro passo para que algum dia se escreva a verdadeira história da FLA.
O "post" de Pedro Barros Costa coloca uma questão interessante. Estariam os EUA mesmo interessados em dar apoio aos independentistas? Acredito que não. Estariam apenas interessados em dar oxigénio. A diferença? Não apoiar directamente, mas acompanhar e conhecer suficientemente a estrutura da FLA para o caso de dela necessitarem. Numa emergência.
É essa posição difusa, penso, que ainda hoje leva muita gente, em Lisboa e nos Açores, a ter olhares tão diferentes sobre este capítulo por escrever da nossa História recente. Ou a ilusão da promessa de apoio…
Em caso de guerra civil, utilizariam os EUA as pistolas e as caçadeiras da FLA e as espingardas do MDLP, de Spínola, e do ELP?… Essa é a grande dúvida, apesar de todos os documentos desclassificados. Mas em 1975, e para a estratégia do sr. Carlucci e de parte do Departamento de Estado, uma coisa parece certa: a FLA eram má companhia!!!
Thursday, May 01, 2008
A apresentação é na quinta-feira, às 18:30...
Câmara de Comuns e debate
No Camara de Comuns, Paulo Ferreira faz uma referência ao livro, que logo mereceu o comentário de um leitor, tric: "é o que se chama uma visão parcial!! para enquadrar melhor o contexto o dito jornaista deveria tambem mencionar as manobras secretas dos comunas de Moscovo , e assim talvez se percebesse melhor esse tempo..."
Paulo Ferreira respondeu, e bem: "Totalmente de acordo, o problema é que os serviços secretos americanos ainda vão desclassificando documentos desta indole, os serviços secretos da ex URSS, e não só o KGB, tem de certeza muita documentação a "sugerir" financiamento e formação a quadros de um determinado partido politico, mas ´dos muitos documentos que de lá sairam ´na fase pós perestroika, não me lembro de nada sobre Portugal.
Devem estar guardados juntamente com alguns documentos que, se calhar, até provam o envolvimento de empresas portuguesas na "circulação" de verbas para apoio de um partido e quiça até dum movimento terrorista....
Com todos os seus defeitos a democracia norte americana ainda tem alguns mecanismos de auto-vigilância e auto-controle que se não impedem muitos abusos, mais tarde ou mais cedo acabam por denunciá-los e expô-los.
Ao contrário , por exemlo, de "regimes" como o actual de Moscovo e mesmo de jovens democracias como a nossa."
Este é o meu comentário:
Paulo Ferreira respondeu bem a tric... Os arquivos da ex-URSS são virtualmente inacessíveis, a começar pela língua, o obstáculo que, ainda assim, deve ser o mais fácil de transpor. Contudo, com o tempo vários ex-responsáveis do PCP vão contando o seu lado da história, como Raimundo Narciso, por exemplo, sobre o 25 de Novembro. Mas a investigação vai continuando e - felizmente - não serei o único. Algum dia irão ser desclassificados documentos da CIA, e do Comité dos 40, por exemplo. Muita gente, testemunha e personagens da História, está viva e isso é um obstáculo à desclassificação de documentos, por exemplo. Uma das coisas curiosas em alguns documentos da CIA são os indícios de que estavam bem informados, pelo menos a partir de Moscovo, sobre as estratégias dos "comunas" em Portugal, para usar a terminologia de tric...
Paulo Ferreira respondeu, e bem: "Totalmente de acordo, o problema é que os serviços secretos americanos ainda vão desclassificando documentos desta indole, os serviços secretos da ex URSS, e não só o KGB, tem de certeza muita documentação a "sugerir" financiamento e formação a quadros de um determinado partido politico, mas ´dos muitos documentos que de lá sairam ´na fase pós perestroika, não me lembro de nada sobre Portugal.
Devem estar guardados juntamente com alguns documentos que, se calhar, até provam o envolvimento de empresas portuguesas na "circulação" de verbas para apoio de um partido e quiça até dum movimento terrorista....
Com todos os seus defeitos a democracia norte americana ainda tem alguns mecanismos de auto-vigilância e auto-controle que se não impedem muitos abusos, mais tarde ou mais cedo acabam por denunciá-los e expô-los.
Ao contrário , por exemlo, de "regimes" como o actual de Moscovo e mesmo de jovens democracias como a nossa."
Este é o meu comentário:
Paulo Ferreira respondeu bem a tric... Os arquivos da ex-URSS são virtualmente inacessíveis, a começar pela língua, o obstáculo que, ainda assim, deve ser o mais fácil de transpor. Contudo, com o tempo vários ex-responsáveis do PCP vão contando o seu lado da história, como Raimundo Narciso, por exemplo, sobre o 25 de Novembro. Mas a investigação vai continuando e - felizmente - não serei o único. Algum dia irão ser desclassificados documentos da CIA, e do Comité dos 40, por exemplo. Muita gente, testemunha e personagens da História, está viva e isso é um obstáculo à desclassificação de documentos, por exemplo. Uma das coisas curiosas em alguns documentos da CIA são os indícios de que estavam bem informados, pelo menos a partir de Moscovo, sobre as estratégias dos "comunas" em Portugal, para usar a terminologia de tric...
Sunday, April 27, 2008
Notícias (ii)


Depoís da notícia na Lusa, a 19 de Abril ("link" não disponível), o texto da Sofia Castro foi publicado no site da RTP, mas também no CM, a 20 de Abril, no Açoriano Oriental, e no 24 Horas, igualmente no dia 20.
No suplemento Ípsilon, do Público, no dia 25 de Abril, há também uma coluna.
E na revista NS, do DN e JN, na sua edição de 26 de Abril, o João Céu e Silva escreve um texto de uma página.

Notícias (i)
EUA e o PREC: Jornalista português desvenda manobras secretas de Washington
Lisboa, 19 Abr (Lusa) - Qualquer semelhança entre o enredo de um "clássico" de espionagem não será pura coincidência quando se trata de um livro que revela a visão norte-americana de um Portugal em revolução, "escondida" durante anos em centenas de documentos classificados como secretos.
Esta é a proposta do livro "Portugal Classificado - Documentos Secretos norte-americanos 1974-1975", do jornalista Nuno Simas, actualmente jornalista parlamentar da agência Lusa.
"É a primeira vez que estes documentos vêem a luz do dia", afirmou à Lusa Nuno Simas, recordando que o projecto, o seu primeiro livro, arrancou em 2000, ainda nas páginas do Diário de Notícias, jornal onde trabalhou até 2005.
Após a publicação de alguns textos sobre a Base das Lages (Açores) e a eventual presença de armas nucleares na época da Guerra Fria, o jornalista deparou-se com centenas de documentos, protegidos durante anos com o carimbo "secreto", sobre as relações entre Portugal e os Estados Unidos durante o período revolucionário de 1974 e 1975.
Entre os muitos factos relatados em memorandos, telegramas ou outros documentos estão as desconfianças de Washington, em 1975, sobre um Governo com dirigentes comunistas e os receios norte-americanos de que os segredos militares da NATO fossem parar às mãos da União Soviética.
A preocupação levou Henry Kissinger, secretário de Estado do presidente Richard Nixon, a fazer um verdadeiro ultimato ao Presidente da República Francisco Costa Gomes para que os militares portugueses não participassem nas reuniões do Grupo de Planeamento Nuclear da Aliança Atlântica, nas quais seriam discutidas questões de estratégia nuclear.
Em 1975, o general que Frank Carlucci, o antigo embaixador norte-americano em Lisboa, considerava "demasiado à esquerda", acabou por ceder.
"Não digo que isso seja a verdade absoluta, mas lança algumas luzes sobre estes factos, encontros e época histórica", esclareceu o jornalista.
"Estes documentos valem por si. É o retrato (de alguns responsáveis) da diplomacia norte-americana sobre o que se passava em Lisboa", acrescentou.
Entre outros acontecimentos relatados e documentados no livro, em alguns casos transcritos de forma integral, está um encontro entre Gerald Ford e Vasco Gonçalves, realizado em Bruxelas em Maio de 1975, onde o antigo Chefe de Estado norte-americano se queixou de ter levado "uma lição" do então primeiro-ministro português.
A investigação para o livro, editado pela Alêtheia Editores, foi feita à distância, de acordo com o autor, que recorreu à Ford Library, situada no Michigan (EUA), e ao Arquivo Histórico Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O trabalho de pesquisa de cerca de sete anos originou "cerca de mil fotocópias de documentos antigos" e foi um exercício de "paciência" para o jornalista, que ainda hoje tem pendentes pedidos de acesso a documentos de há cinco anos, ainda classificados como secretos.
Nuno Simas nasceu em Lisboa em 1966 e é jornalista desde 1989.
SCA.
Lusa/Fim
Lisboa, 19 Abr (Lusa) - Qualquer semelhança entre o enredo de um "clássico" de espionagem não será pura coincidência quando se trata de um livro que revela a visão norte-americana de um Portugal em revolução, "escondida" durante anos em centenas de documentos classificados como secretos.
Esta é a proposta do livro "Portugal Classificado - Documentos Secretos norte-americanos 1974-1975", do jornalista Nuno Simas, actualmente jornalista parlamentar da agência Lusa.
"É a primeira vez que estes documentos vêem a luz do dia", afirmou à Lusa Nuno Simas, recordando que o projecto, o seu primeiro livro, arrancou em 2000, ainda nas páginas do Diário de Notícias, jornal onde trabalhou até 2005.
Após a publicação de alguns textos sobre a Base das Lages (Açores) e a eventual presença de armas nucleares na época da Guerra Fria, o jornalista deparou-se com centenas de documentos, protegidos durante anos com o carimbo "secreto", sobre as relações entre Portugal e os Estados Unidos durante o período revolucionário de 1974 e 1975.
Entre os muitos factos relatados em memorandos, telegramas ou outros documentos estão as desconfianças de Washington, em 1975, sobre um Governo com dirigentes comunistas e os receios norte-americanos de que os segredos militares da NATO fossem parar às mãos da União Soviética.
A preocupação levou Henry Kissinger, secretário de Estado do presidente Richard Nixon, a fazer um verdadeiro ultimato ao Presidente da República Francisco Costa Gomes para que os militares portugueses não participassem nas reuniões do Grupo de Planeamento Nuclear da Aliança Atlântica, nas quais seriam discutidas questões de estratégia nuclear.
Em 1975, o general que Frank Carlucci, o antigo embaixador norte-americano em Lisboa, considerava "demasiado à esquerda", acabou por ceder.
"Não digo que isso seja a verdade absoluta, mas lança algumas luzes sobre estes factos, encontros e época histórica", esclareceu o jornalista.
"Estes documentos valem por si. É o retrato (de alguns responsáveis) da diplomacia norte-americana sobre o que se passava em Lisboa", acrescentou.
Entre outros acontecimentos relatados e documentados no livro, em alguns casos transcritos de forma integral, está um encontro entre Gerald Ford e Vasco Gonçalves, realizado em Bruxelas em Maio de 1975, onde o antigo Chefe de Estado norte-americano se queixou de ter levado "uma lição" do então primeiro-ministro português.
A investigação para o livro, editado pela Alêtheia Editores, foi feita à distância, de acordo com o autor, que recorreu à Ford Library, situada no Michigan (EUA), e ao Arquivo Histórico Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O trabalho de pesquisa de cerca de sete anos originou "cerca de mil fotocópias de documentos antigos" e foi um exercício de "paciência" para o jornalista, que ainda hoje tem pendentes pedidos de acesso a documentos de há cinco anos, ainda classificados como secretos.
Nuno Simas nasceu em Lisboa em 1966 e é jornalista desde 1989.
SCA.
Lusa/Fim
Pela blogosfera
O livro já teve referências simpáticas na blogosfera. Outras nem por isso. É a vida, como diria um certo engenheiro.
Um dos primeiros comentários foi do Pedro Correia, antigo camarada de redacção no DN e um dos animadores do Corta-Fitas, a quem agradeço a confiança. O Pedro foi uma das primeiras pessoas a dizer-me que deveria pensar reunir o que publicara no DN no Outono de 2004 e publicar um livro. Assim foi, ó Pedro.
Outras referências são mais breves como em Revisionismo em linha (seja a sério ou por ironia) ou no Viriatos ou ainda em Estado Sentido.
Outras apreciações, como no Da Literatura, são (parece-me) pura e simplesmente apressadas, mas…
O Frederico Duarte Carvalho também escreveu sobre o livro. Discorda ou tem dúvidas da tese de que os Estados Unidos nada sabiam sobre o 25 de Abril. Compreendo… Já não é o primeiro a duvidar. Mas essa é a tese prevalecentes desde as primeiras investigações de Freire Antunes. Outros autores seguiram-na: António José Telo, Nuno Severiano Teixeira ou Tiago Moreira de Sá! E nada, de substancial, surgiu para que ela caísse.
Há uns anos, surgiu uma polémica nos jornais com as alegações de o então capitão Vítor Alves poderia ter sido o militar que “passou” informações sobre o MFA e o próprio desmentiu.
Os indícios que o Frederico apresenta não me fariam alterar o capítulo, por enquanto. São “provas” muito circunstanciais. Como ele diz, são "pontas soltas" que devem ser "puxadas". A investigação continua, mas por enquanto são isso mesmo - "pontas soltas". Falta o resto. Talvez se um dia a CIA decidir abrir alguns arquivos poderá esclarecer-se algo mais ou se alguns ex-operacionais da PIDE e da CIA falarem ou se, a tese do Frederico for verdadeira, algum militar de Abril falar... A investigação continua, portanto. Fico à espera do segundo volume do livro do Frederico.
Um dos primeiros comentários foi do Pedro Correia, antigo camarada de redacção no DN e um dos animadores do Corta-Fitas, a quem agradeço a confiança. O Pedro foi uma das primeiras pessoas a dizer-me que deveria pensar reunir o que publicara no DN no Outono de 2004 e publicar um livro. Assim foi, ó Pedro.
Outras referências são mais breves como em Revisionismo em linha (seja a sério ou por ironia) ou no Viriatos ou ainda em Estado Sentido.
Outras apreciações, como no Da Literatura, são (parece-me) pura e simplesmente apressadas, mas…
O Frederico Duarte Carvalho também escreveu sobre o livro. Discorda ou tem dúvidas da tese de que os Estados Unidos nada sabiam sobre o 25 de Abril. Compreendo… Já não é o primeiro a duvidar. Mas essa é a tese prevalecentes desde as primeiras investigações de Freire Antunes. Outros autores seguiram-na: António José Telo, Nuno Severiano Teixeira ou Tiago Moreira de Sá! E nada, de substancial, surgiu para que ela caísse.
Há uns anos, surgiu uma polémica nos jornais com as alegações de o então capitão Vítor Alves poderia ter sido o militar que “passou” informações sobre o MFA e o próprio desmentiu.
Os indícios que o Frederico apresenta não me fariam alterar o capítulo, por enquanto. São “provas” muito circunstanciais. Como ele diz, são "pontas soltas" que devem ser "puxadas". A investigação continua, mas por enquanto são isso mesmo - "pontas soltas". Falta o resto. Talvez se um dia a CIA decidir abrir alguns arquivos poderá esclarecer-se algo mais ou se alguns ex-operacionais da PIDE e da CIA falarem ou se, a tese do Frederico for verdadeira, algum militar de Abril falar... A investigação continua, portanto. Fico à espera do segundo volume do livro do Frederico.
Wednesday, April 16, 2008
Já nas livrarias
Ontem, 15 de Abril, e hoje passei nas livrarias Bertrand e FNAC. O livro já está à venda. Custa 18 euros.
Tuesday, April 15, 2008
A história atrás do livro
Em 1999, a revista norte-americana "Bulletin of Atomic Scientists" publicou um artigo notável de três especialistas em armamento nuclear com o título: “Where they Were”. Era o resultado de muitos anos de investigação e de espera pela desclassificação de documentos pelo Departamento de Defesa e que reconstituíam a história, desde a década de 50, sobre as bases onde estiveram depositadas armas nucleares dos Estados Unidos durante a longa Guerra Fria – com ou sem conhecimento dos países que as albergavam... Como o Japão. Algumas partes desse documento estavam “apagadas”, mas outros, divulgados antes, ajudavam a preencher as lacunas.
Alguém ligou para a redacção do DN a alertar para o artigo e para a possibilidade de mencionar a Base das Lajes e os Açores. O meu editor – o João Fernandes, o melhor editor que tive em quase 20 anos de profissão – pediu-me que fosse ver se “havia notícia”. Depois de uma busca no Altavista (ainda não havia Google), decobri o “site da “Bulletin” e os Açores não eram mencionados directamente. Por isso, a urgência de escrever a notícia passou. Mas curiosidade sobre a história ficou. E foi essa a espoleta deste livro.
Desde então, e durante semanas, liguei para a Bulletin, entrevistei os autores da investigação – Robert Norris, William Arkin, William Burr –, troquei faxes e e-mails com o Departamento de Defesa. Em Lisboa, passei a ser um frequentador assíduo, por dois ou três meses, do Arquivo Histórico-Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros – de manhã no arquivo, à tarde a fazer o meu trabalho diário na redacção do DN. Na sala de consulta do arquivo, virada ao sol, consultei dezenas de pastas poeirentas, muitas centenas de páginas, parte delas desinteressantes, reproduções de jornais estrangeiros, de Marrocos aos Estados Unidos, de Itália à Índia, do Brasil a Moscovo, mas que ajudaram a “reconstituir” parte das histórias que fui desenterrando, com a ajuda dos livros de António Costa Pinto, Nuno Severiano Teixeira, Freire Antunes ou William Burr, autor de “Kissinger Transcripts”, livro de referência sobre Kissinger e a “sua” política externa e que revela os memorandos de conversação com figuras do século XX como Brejnev ou Mao.
Nos Estados Unidos, a lei da rolha é regra quando se fala de armamento nuclear, apenas quebrado em ocasiões muito raras, como fora a divulgação do documento da Bulletin ou a da revelação, em 1985, de William Arkin da lista de países em que as forças armadas norte-americanas tinham autorização para instalar armas nucleares em caso de crise ou guerra. Na lista lá estavam Portugal e os Açores.
Em Lisboa, a nível oficial, o silêncio é ainda mais espesso. Do Ministério da Defesa ou dos Negócios Estrangeiros nem uma declaração além do trivial a qualificar de “especulações” jornalísticas as notícias sobre a presença de armas nucleares em território português – ainda que tivessem passado mais de 20 anos... Valeram-me alguns ex-chefes militares (na reserva ou na reforma), que falaram sob a condição de anonimato, e o arquivo do DN para ter declarações esparsas de vários ministros sobre o assunto. Igualmente enigmáticas. E assim iam passando meses de investigação feita muitas vezes em horário pós-laboral.
Do outro lado do Atlântico, essencial foi a Ford Library, que tem à sua guarda os “papéis” da Administração Ford, incluindo alguns de Henry Kissinger - esses são fáceis de identificar com o carimbo “classified by HAK”. Com um computador, um e-mail e um American Express passei a investigar à distância. Da Ford Library chegaram-me frequentemente, por e-mail, listas com a descrição dos documentos. Depois chegavam os envelopes de fotocópias de telegramas, memorandos, actas de reuniões e até um acordo para as ligações aéreas de Portugal com os Estados Unidos…
Geir Gundersen, um arquivista da Ford Library, foi de uma ajuda inestimável: de vez em quando, um e-mail alertava para mais uma colecção de documentos desclassificada e chamava a atenção para o interesse deste ou daquele telegrama. Sem a sua ajuda, teria sido difícil fazer este livro. Desde 2006, a consulta de parte desses documentos, especialmente telegramas, é possível no “site” dos National Archives (www.nara.gov). Centenas de telegramas sobre Portugal de 1973, 1974 e 1975 estão “on-line”. No entanto, grande parte dessa documentação só é possível consultar nos Estados Unidos ou comprando fotocópias – no caso da Ford Library, 25 cêntimos a cópia, mais portes do correio.
De 2000 a 2005, enquanto trabalhei no DN, ia publicando, de quando em vez, ao sabor de efemérides, trabalhos com base nessa documentação que ia coleccionando numa pasta, juntamente com trabalhos de outros camaradas de redacção - o Armando Rafael, o Pedro Correia, o José Manuel Barroso - e de outros jornalistas que se dedicam ao tema - Adelino Gomes (Público), José Pedro Castanheira (Expresso).
Quando saí para a Lusa, fiz cópias numa “pendisk” de todos os meus trabalhos no DN e achei que, de facto, estavam li a base capítulos de um livro que, todavia, precisavam de ser reescritos e/ou complementados com mais informação de documentos inéditos e um melhor enquadramento. E assim nasceu "Portugal", que teve o seu baptismo numa madrugada de Maio de 2007, pouco depois de Zita Seabra, da Alêtheia, ter confirmado o interesse pelo livro, que então continuava a ser um projecto.
Só o terminei em Agosto, depois de uma maratona, sózinho em casa, de escrita e de revisão. Tive - ainda bem - a fantástica ajuda de José João Leiria, na revisão.
Alguém ligou para a redacção do DN a alertar para o artigo e para a possibilidade de mencionar a Base das Lajes e os Açores. O meu editor – o João Fernandes, o melhor editor que tive em quase 20 anos de profissão – pediu-me que fosse ver se “havia notícia”. Depois de uma busca no Altavista (ainda não havia Google), decobri o “site da “Bulletin” e os Açores não eram mencionados directamente. Por isso, a urgência de escrever a notícia passou. Mas curiosidade sobre a história ficou. E foi essa a espoleta deste livro.
Desde então, e durante semanas, liguei para a Bulletin, entrevistei os autores da investigação – Robert Norris, William Arkin, William Burr –, troquei faxes e e-mails com o Departamento de Defesa. Em Lisboa, passei a ser um frequentador assíduo, por dois ou três meses, do Arquivo Histórico-Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros – de manhã no arquivo, à tarde a fazer o meu trabalho diário na redacção do DN. Na sala de consulta do arquivo, virada ao sol, consultei dezenas de pastas poeirentas, muitas centenas de páginas, parte delas desinteressantes, reproduções de jornais estrangeiros, de Marrocos aos Estados Unidos, de Itália à Índia, do Brasil a Moscovo, mas que ajudaram a “reconstituir” parte das histórias que fui desenterrando, com a ajuda dos livros de António Costa Pinto, Nuno Severiano Teixeira, Freire Antunes ou William Burr, autor de “Kissinger Transcripts”, livro de referência sobre Kissinger e a “sua” política externa e que revela os memorandos de conversação com figuras do século XX como Brejnev ou Mao.
Nos Estados Unidos, a lei da rolha é regra quando se fala de armamento nuclear, apenas quebrado em ocasiões muito raras, como fora a divulgação do documento da Bulletin ou a da revelação, em 1985, de William Arkin da lista de países em que as forças armadas norte-americanas tinham autorização para instalar armas nucleares em caso de crise ou guerra. Na lista lá estavam Portugal e os Açores.
Em Lisboa, a nível oficial, o silêncio é ainda mais espesso. Do Ministério da Defesa ou dos Negócios Estrangeiros nem uma declaração além do trivial a qualificar de “especulações” jornalísticas as notícias sobre a presença de armas nucleares em território português – ainda que tivessem passado mais de 20 anos... Valeram-me alguns ex-chefes militares (na reserva ou na reforma), que falaram sob a condição de anonimato, e o arquivo do DN para ter declarações esparsas de vários ministros sobre o assunto. Igualmente enigmáticas. E assim iam passando meses de investigação feita muitas vezes em horário pós-laboral.
Do outro lado do Atlântico, essencial foi a Ford Library, que tem à sua guarda os “papéis” da Administração Ford, incluindo alguns de Henry Kissinger - esses são fáceis de identificar com o carimbo “classified by HAK”. Com um computador, um e-mail e um American Express passei a investigar à distância. Da Ford Library chegaram-me frequentemente, por e-mail, listas com a descrição dos documentos. Depois chegavam os envelopes de fotocópias de telegramas, memorandos, actas de reuniões e até um acordo para as ligações aéreas de Portugal com os Estados Unidos…
Geir Gundersen, um arquivista da Ford Library, foi de uma ajuda inestimável: de vez em quando, um e-mail alertava para mais uma colecção de documentos desclassificada e chamava a atenção para o interesse deste ou daquele telegrama. Sem a sua ajuda, teria sido difícil fazer este livro. Desde 2006, a consulta de parte desses documentos, especialmente telegramas, é possível no “site” dos National Archives (www.nara.gov). Centenas de telegramas sobre Portugal de 1973, 1974 e 1975 estão “on-line”. No entanto, grande parte dessa documentação só é possível consultar nos Estados Unidos ou comprando fotocópias – no caso da Ford Library, 25 cêntimos a cópia, mais portes do correio.
De 2000 a 2005, enquanto trabalhei no DN, ia publicando, de quando em vez, ao sabor de efemérides, trabalhos com base nessa documentação que ia coleccionando numa pasta, juntamente com trabalhos de outros camaradas de redacção - o Armando Rafael, o Pedro Correia, o José Manuel Barroso - e de outros jornalistas que se dedicam ao tema - Adelino Gomes (Público), José Pedro Castanheira (Expresso).
Quando saí para a Lusa, fiz cópias numa “pendisk” de todos os meus trabalhos no DN e achei que, de facto, estavam li a base capítulos de um livro que, todavia, precisavam de ser reescritos e/ou complementados com mais informação de documentos inéditos e um melhor enquadramento. E assim nasceu "Portugal", que teve o seu baptismo numa madrugada de Maio de 2007, pouco depois de Zita Seabra, da Alêtheia, ter confirmado o interesse pelo livro, que então continuava a ser um projecto.
Só o terminei em Agosto, depois de uma maratona, sózinho em casa, de escrita e de revisão. Tive - ainda bem - a fantástica ajuda de José João Leiria, na revisão.
Um retrato de uma revolução "vista" dos Estados Unidos
Portugal Classificado é um retrato de um Portugal em revolução visto pelos Estados Unidos, “escondido” atrás de umas quantas centenas de documentos que durante anos estiveram classificados com o carimbo “secreto”.
Em 1974 e 1975, Washington desconfiava de um governo com comunistas e temia que os segredos militares da NATO fossem parar à União Soviética. Daí Henry Kissinger, o todo-poderoso chefe da diplomacia norte-americana, ter feito um verdadeiro ultimato ao Presidente Costa Gomes para os militares portugueses não participarem nas reuniões da Aliança Atlântica em que questões da estratégia nuclear eram discutidas. Em 1975, o general que Frank Carlucci considerava “demasiado à esquerda” acabou por ceder.
O que pensavam Kissinger, Gerald Ford e Carlucc sobre Mário Soares, Vasco Gonçalves ou Costa Gomes? Ford, por exemplo, queixou-se de ter levado “uma lição” de Vasco Gonçalves num encontro em Bruxelas, em Maio de 1975. Álvaro Cunhal foi tema de conversa em 1976 entre Ford e Brejnev, em Moscovo. O líder soviético garantiu que não conhecia Cunhal. Em Lisboa, Cunhal comentou que Brejnev era “mentiroso”...
Em 1974 e 1975, Washington desconfiava de um governo com comunistas e temia que os segredos militares da NATO fossem parar à União Soviética. Daí Henry Kissinger, o todo-poderoso chefe da diplomacia norte-americana, ter feito um verdadeiro ultimato ao Presidente Costa Gomes para os militares portugueses não participarem nas reuniões da Aliança Atlântica em que questões da estratégia nuclear eram discutidas. Em 1975, o general que Frank Carlucci considerava “demasiado à esquerda” acabou por ceder.
O que pensavam Kissinger, Gerald Ford e Carlucc sobre Mário Soares, Vasco Gonçalves ou Costa Gomes? Ford, por exemplo, queixou-se de ter levado “uma lição” de Vasco Gonçalves num encontro em Bruxelas, em Maio de 1975. Álvaro Cunhal foi tema de conversa em 1976 entre Ford e Brejnev, em Moscovo. O líder soviético garantiu que não conhecia Cunhal. Em Lisboa, Cunhal comentou que Brejnev era “mentiroso”...
Índice
Prefácio, por António José Teixeira
Introdução
Capítulo 1.
Kissinger e o 25 de Abril
- “Como diabo íamos nós conseguir prever o golpe”?
Kissinger: Porque diabo tínhamos nós que saber mais do que Caetano?
Embaixador em Lisboa não previa “instabilidade séria” em 1974
As derradeiras tentativas de mudança: Veiga Simão e a Holanda
Spínola prometia para 1975 Governo sem comunistas nem… socialistas
Outras histórias
Carlucci sem “provas seguras” de Vasco Gonçalves ser comunista
Capítulo 2.
Costa Gomes
- Missão a Washington de um aliado improvável
Costa Gomes a Ford e Kissinger: “Portugueses têm forte sentimento anti-comunista”
Gerald Ford: “Não podemos aceitar comunistas dentro da NATO”
Costa Gomes, de “politicamente moderado” a “demasiado à esquerda”
Outras histórias
Kissinger e Soares: Encontro de reconciliação em 1976
Dúvidas e certezas de Cunhal à mesa do embaixador dos Estados Unidos em Moscovo
Capítulo 3.
Segredos nucleares da NATO
- O ultimato de Kissinger a Costa Gomes
Tocam as campainhas de alarme em Washington
O longo telegrama 237034 de Kissinger a Costa Gomes
Costa Gomes aceita retirada, Cunhal sem acesso a segredos nucleares
Kissinger agradece, secretismo em Bruxelas e em Lisboa
Carlucci contra isolamento de Portugal na NATO
Outras histórias
Olof Palme: URSS “não quer arriscar” muito em Portugal
Capítulo 4.
Frank Carlucci
- Um embaixador americano na revolução vermelha
Carlucci e Vasco Gonçalves: “É inteligente e persuasivo”
“Companheiro Vasco” queixa-se: “Porque não nos deixam em paz?…”
Costa Gomes visto por Carlucci: “Fleumático, sereno”…
Carlucci pressiona Costa Gomes a decidir entre ditadura de esquerda e democracia
Comunistas fora do Governo, mais agitação social nas ruas, avisa embaixador
Telegramas para Washington: “Rumores” e golpe em Novembro
Outras histórias
Vaticano confiava em Soares, “apesar de ser socialista”
Capítulo 5.
Diálogo de surdos em Bruxelas
– O frente-a-frente de Vasco Gonçalves com Ford e Kissinger
A “obsessão” com os comunistas e a ameaça da NATO
Vasco Gonçalves a Ford: “Não podemos entregar o país aos partidos”
Ford queixa-se de ter levado “uma lição” de Vasco Gonçalves
Outras histórias
Caças americanos em Lisboa para combater golpe de esquerda?
Capítulo 6.
À volta do Mundo
- Portugal na agenda de Ford e Kissinger
Joseph Luns: “Arriscamo-nos a perder todo o flanco sul da NATO”
Kissinger radical: “Provavelmente temos que atacar Portugal”
Franco desaconselha Ford a intervenção directa em Portugal
Vaticano: Evitar que revolução portuguesa “se repita em Espanha”
Helmut Schmidt: “Costa Gomes é o mais moderado, Gonçalves é um idiota”
Portugal na agenda paralela da Cimeira de Helsínquia
Kissinger avisa China que Estados Unidos não permitiriam golpe comunista em Lisboa
Capítulo 7.
Kissinger e o Verão Quente
- “Se conseguirmos que os comunistas avancem, podemos esmagá-los”
“E se déssemos armas aos socialistas?”
Brejnev e Portugal: “Vamos pensar no assunto depois de regressar a Moscovo”
Willy Brandt e a “mudança de atitude” dos soviéticos
“Sovietólogos” da CIA não acreditavam em intervenção da URSS em Portugal
CIA: Cunhal pediu a Moscovo para “não exagerar” apoio público ao PCP
Outras histórias
Estados Unidos, Soares e o “Plano Callaghan”
Um olhar americano de Moscovo: “Soviéticos estão agir com especiais cautelas”
Capítulo 8.
Açores, Lajes e independência
Estados Unidos jogaram em todos os tabuleiros
A “importância vital dos Açores”
Base da Terceira sobrevive à Revolução dos Cravos
CIA dá alerta de golpe nos Açores
Militares norte-americanos tinham ordens para defender Lajes a tiro
As cinco opções de Washington para a crise açoriana
Um encontro discreto na Connecticut Avenue, em Washington
CIA – “Portugal: Um passo mais perto da guerra civil”
Kissinger pediu planos para retirada dos Açores
Outras histórias
Estados Unidos entre a prioridade das Lajes e o afastamento dos comunistas
Brejnev a Kissinger: “Nunca pus a vista a cima de Cunhal…
… E Cunhal chamou mentiroso a Brejnev
Capítulo 9.
Armas nucleares nos Açores
- “Instalação condicional” autorizada nas Lajes desde Salazar
Açores: importância máxima até à década de 50
Salazar autoriza armas nucleares em caso de crise ou emergência
A política do “no comments” em Washington e em Lisboa
As Lajes em guerra
Quando os Açores foram notícia na TASS…
13 de Dezembro de 1957: o dia da “ameaça” soviética a Portugal
Portugal na mira dos SS-20 do Pacto de Varsóvia
Outras histórias
Bombas atómicas nos céus dos Açores e de Portugal
Capítulo 10.
Spínola e os Estados Unidos
- Promessas em 1974, abandono em 1975
Queda de Spínola alarma Washington, Kissinger critica CIA
“Erros de cálculo” do general criticados em Washington
Rumores do 11 de Março chegaram aos Estados Unidos
Soares admitia ajuda de grupo de Spínola em caso de guerra civil
Outras histórias
Carlucci sem “provas seguras” de Vasco Gonçalves ser comunista
Cronologia 1973-1975
Notas Biográficas
Dicionário de Siglas
Bibliografia
Introdução
Capítulo 1.
Kissinger e o 25 de Abril
- “Como diabo íamos nós conseguir prever o golpe”?
Kissinger: Porque diabo tínhamos nós que saber mais do que Caetano?
Embaixador em Lisboa não previa “instabilidade séria” em 1974
As derradeiras tentativas de mudança: Veiga Simão e a Holanda
Spínola prometia para 1975 Governo sem comunistas nem… socialistas
Outras histórias
Carlucci sem “provas seguras” de Vasco Gonçalves ser comunista
Capítulo 2.
Costa Gomes
- Missão a Washington de um aliado improvável
Costa Gomes a Ford e Kissinger: “Portugueses têm forte sentimento anti-comunista”
Gerald Ford: “Não podemos aceitar comunistas dentro da NATO”
Costa Gomes, de “politicamente moderado” a “demasiado à esquerda”
Outras histórias
Kissinger e Soares: Encontro de reconciliação em 1976
Dúvidas e certezas de Cunhal à mesa do embaixador dos Estados Unidos em Moscovo
Capítulo 3.
Segredos nucleares da NATO
- O ultimato de Kissinger a Costa Gomes
Tocam as campainhas de alarme em Washington
O longo telegrama 237034 de Kissinger a Costa Gomes
Costa Gomes aceita retirada, Cunhal sem acesso a segredos nucleares
Kissinger agradece, secretismo em Bruxelas e em Lisboa
Carlucci contra isolamento de Portugal na NATO
Outras histórias
Olof Palme: URSS “não quer arriscar” muito em Portugal
Capítulo 4.
Frank Carlucci
- Um embaixador americano na revolução vermelha
Carlucci e Vasco Gonçalves: “É inteligente e persuasivo”
“Companheiro Vasco” queixa-se: “Porque não nos deixam em paz?…”
Costa Gomes visto por Carlucci: “Fleumático, sereno”…
Carlucci pressiona Costa Gomes a decidir entre ditadura de esquerda e democracia
Comunistas fora do Governo, mais agitação social nas ruas, avisa embaixador
Telegramas para Washington: “Rumores” e golpe em Novembro
Outras histórias
Vaticano confiava em Soares, “apesar de ser socialista”
Capítulo 5.
Diálogo de surdos em Bruxelas
– O frente-a-frente de Vasco Gonçalves com Ford e Kissinger
A “obsessão” com os comunistas e a ameaça da NATO
Vasco Gonçalves a Ford: “Não podemos entregar o país aos partidos”
Ford queixa-se de ter levado “uma lição” de Vasco Gonçalves
Outras histórias
Caças americanos em Lisboa para combater golpe de esquerda?
Capítulo 6.
À volta do Mundo
- Portugal na agenda de Ford e Kissinger
Joseph Luns: “Arriscamo-nos a perder todo o flanco sul da NATO”
Kissinger radical: “Provavelmente temos que atacar Portugal”
Franco desaconselha Ford a intervenção directa em Portugal
Vaticano: Evitar que revolução portuguesa “se repita em Espanha”
Helmut Schmidt: “Costa Gomes é o mais moderado, Gonçalves é um idiota”
Portugal na agenda paralela da Cimeira de Helsínquia
Kissinger avisa China que Estados Unidos não permitiriam golpe comunista em Lisboa
Capítulo 7.
Kissinger e o Verão Quente
- “Se conseguirmos que os comunistas avancem, podemos esmagá-los”
“E se déssemos armas aos socialistas?”
Brejnev e Portugal: “Vamos pensar no assunto depois de regressar a Moscovo”
Willy Brandt e a “mudança de atitude” dos soviéticos
“Sovietólogos” da CIA não acreditavam em intervenção da URSS em Portugal
CIA: Cunhal pediu a Moscovo para “não exagerar” apoio público ao PCP
Outras histórias
Estados Unidos, Soares e o “Plano Callaghan”
Um olhar americano de Moscovo: “Soviéticos estão agir com especiais cautelas”
Capítulo 8.
Açores, Lajes e independência
Estados Unidos jogaram em todos os tabuleiros
A “importância vital dos Açores”
Base da Terceira sobrevive à Revolução dos Cravos
CIA dá alerta de golpe nos Açores
Militares norte-americanos tinham ordens para defender Lajes a tiro
As cinco opções de Washington para a crise açoriana
Um encontro discreto na Connecticut Avenue, em Washington
CIA – “Portugal: Um passo mais perto da guerra civil”
Kissinger pediu planos para retirada dos Açores
Outras histórias
Estados Unidos entre a prioridade das Lajes e o afastamento dos comunistas
Brejnev a Kissinger: “Nunca pus a vista a cima de Cunhal…
… E Cunhal chamou mentiroso a Brejnev
Capítulo 9.
Armas nucleares nos Açores
- “Instalação condicional” autorizada nas Lajes desde Salazar
Açores: importância máxima até à década de 50
Salazar autoriza armas nucleares em caso de crise ou emergência
A política do “no comments” em Washington e em Lisboa
As Lajes em guerra
Quando os Açores foram notícia na TASS…
13 de Dezembro de 1957: o dia da “ameaça” soviética a Portugal
Portugal na mira dos SS-20 do Pacto de Varsóvia
Outras histórias
Bombas atómicas nos céus dos Açores e de Portugal
Capítulo 10.
Spínola e os Estados Unidos
- Promessas em 1974, abandono em 1975
Queda de Spínola alarma Washington, Kissinger critica CIA
“Erros de cálculo” do general criticados em Washington
Rumores do 11 de Março chegaram aos Estados Unidos
Soares admitia ajuda de grupo de Spínola em caso de guerra civil
Outras histórias
Carlucci sem “provas seguras” de Vasco Gonçalves ser comunista
Cronologia 1973-1975
Notas Biográficas
Dicionário de Siglas
Bibliografia
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